domingo, 23 de outubro de 2016

Cunha e seus mistérios sobre duas rodas 

O que faz um bando de loucos, vestidos de forma alegre, com capacetes de ETs, bicicletas de todos os tipos e com um sorriso no rosto? Conhecer os mistérios de Cunha! Pelo primeiro ano Luís e eu participamos do Real MTB, realizado no dia 23 de outubro de 2016.




Na largada um amontoado colorido de pessoas. 10...9...8...7...3...2...1!!!!!! Bora conhecer os desafios das estradas maravilhosas de Cunha. Logo nos primeiros metros uma queda feia de uma das competidoras ainda no asfalto, um erro de trajeto, uma corrente quebrada. Esses foram só alguns dos verdadeiros inimigos em uma prova como essa, pois, no mais,  todos aqueles que estão com você, são seus termômetros de ânimo.          Já sabia que Cunha era linda, mas passei a ter certeza quando continuei a encontrar beleza mesmo que estando sob forte pressão do calor, do cansaço e dos obstáculos. Subidas e descidas mostraram-me a vocação de Cunha, as estradas por onde passaram os Bandeirantes, hoje abrem as portas para os novos desbravadores. Digo desbravadores, pois teve competidor que descobriu quão dura são as estradas de Cunha com o próprio corpo. Testemunhamos um amigo machucado gravemente e, ao mesmo tempo, o rápido atendimento da organização. 



Aqui vai um convite para quem ainda não experimentou o doce veneno que é pedalar. Você não se importa com a competição, mas sim com a melhoria interna contínua. E quando você passa a ver o lado bom da vida, anjos aparecem no seu caminho. Durante a prova conheci um com o nome de minha mãe, Paula. Depois de uma hora e meia de competição, deparei com outro pronto para registrar o meu sorriso da alma ao ter completado minha primeira prova. Gratidão ao Dieguito. Na próxima  queremos você aqui conhecendo Cunha além dos livros.


sábado, 15 de outubro de 2016

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Criança: livre de conceitos e preconceitos


Ao invés de bunda, cuquinha. Não pode falar bosta, tem de falar coco!
Quantas momentos hilárias vivemos na infância. Quanta coisa simples era motivo de vergonha.
Vender caldo de cana na infância ou ir de madrugada para a banca, era a morte. Ao mesmo tempo era a vida.

Felicidade sem fim o dia que voltávamos da escola e podíamos ir para o morro escorregar na casca de banana, e só voltar quando os carrapatos tivessem tomado conta de alguma parte do corpo, ou ainda quando a bermuda que estávamos usando rasgasse, devido ao gasto excessivo.



Hum... e quando a Lucinha nos chamava para ir até a fazenda do pai dela para cavalgar num dos cavalos, em muitos casos sem arreio. Nada acontecia comigo ou com meus irmãos e amigos.
Esses dias, essas lembranças simples da vida vieram à tona no ambiente de trabalho. Conversando com Leninha, uma daquelas mulheres de fibra, lembrávamos e gargalhávamos com algumas histórias de infância. Da época em que mão na massa era sinônimo de tombo, surra, briga, cicatriz. Sair para caçar iça era a aventura do século. Piolhos eram os nossos companheiros diários.




Lá em cima no texto falei de palavrão, não podíamos falar. Tanto, que até hoje falo apenas “bunda” e “bosta”. Kkkkk. Ufa, que avanço!!
Ainda no ambiente de trabalho, demos risada (desta vez, Adriana, Natássia e eu), por conta do palavrão. Adriana disse que experimentou o gosto do sabão, quando chamou a sua mãe de nome feio. “Agora eu sei o gosto do sabão, não é nada bom”!



Quanta lembrança boa e simples que nos trouxe até aqui, até ao que somos hoje.
Que as crianças saibam ser crianças de verdade. Que os adultos não esqueçam a criança que devem deixar brotar nas dificuldades. Criança que não esquece a ingenuidade nas coisas, o mais importante, que tem esperança de que tudo pode começar do zero, livre de conceitos e preconceitos.

Feliz Dia das Crianças!!! 


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Tirania do momento

O que seria tirania?
Bom, essa palavra está entre nós a todo o momento, e, não necessariamente, ela parte de outras pessoas. Somos nossos próprios tiranos. 
Esses dias conversando com um amigão, ele me disse que quer se policiar para não errar. Outro amigo me disse que não somos livres e uma amiga me ensinou que a vida exige posturas distintas em diferentes lugares. 
Tirania do momento é parecer ser feliz; parecer ser rico; parecer ser importante. Esses são apenas alguns conceitos da tirania. 
O namorado que a vida me deu de presente disse certa vez a mim: as pessoas não querem mais ser ou ter, basta parecer. E basta parecer, porque tudo é momento. A tirania do momento diz que hoje é bacana frequentar tais grupos, falar de tais assuntos e assistir tais séries, novelas, estar em algumas comunidades. Amanhã já não deverá ser mais isso. 
A tirania muda na mesma velocidade que as tecnologias, e essas, diga-se de passagem, "envelhecem bem antes de se estabelecer, diz Zygmunt Bauman no livro "A cegueira moral". 


No meio dessa roda gigante, há uma embreagem. Cabe a nós sermos ela, ou pacientes sentados nas cadeirinhas que sobem e descem ao som mais perfeito já ouvido: a vida. 
Sou a última a saber algo da vida, apenas sei que ela é frágil, não tem formato, nem tempo, surge ao nosso primeiro sopro de respiração e se acaba quando emitimos o último sopro. Fazer dessa dramaturgia nossa mais linda ação não pode ser simplesmente uma tirania do momento. 
Que tal adotarmos a tirania por muito tempo? Sejamos tiranos de nós mesmos, puxemos nossos próprios tapetes, sabotemos-nos para o bem quando a "bendita" preguiça aparecer e, por último, olhemos a morte como um brinde carregado de beleza. Afinal, é ela que nos mostra que não somos imortais, que nos diz que devemos pensar o que pensar em nossos  pensamentos e nos pede para tirarmos de nós a acomodação. 
Enfim, que mudemos na mesma perfeição que muda o universo. Tudo nasce, cresce, morre e se transforma. Enquanto passa por essas fases, o gigante infinito ensina!! 
Então, que sejamos professores e alunos da vida e que "puxemos o tapete" da tirania do momento.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

PAI -Parceiro, Amigo, infinito

Há quem diga que ele é bravo, há quem diga que ele é um ser indomável. Em casa, meus quatro irmãos e eu o temíamos muito pela sua braveza incessante.  

 O contexto eram a década de 80 e início dos anos 90, inflação em alta, bocas famintas em busca de um arroz e um feijão, que, diga-se de passagem,  em um dia custavam dez, no dia seguinte, vinte Cruzeiros, Cruzados ou sei lá qual moeda era antes do nosso desvalorizado Real. Mas, enfim, aqui estou eu para falar de um homem que, em muitos casos, se confundiu com a figura de filho, pois também precisava aprender com a vida e com nossa mãe.


A vida passou, a gente cresceu e ele sem renascer, se fez outro homem. A vida o ensinou, o tombou e o amadureceu. Foi preciso muita reflexão sobre tudo para ele entender que o hoje é o mais importante. Aquele abraço que antes era frio, hoje é um abraço fofo e cheio de alma. É uma delícia afundar naquela barriguinha fofinha e sentir que seu coração bate por nós de um jeito tão sincero e autêntico.


Foi preciso o tempo para ele me revelar que a revolta do passado  em nada tinha a ver conosco, filhos. Mas sim com a falta de jeito para lidar com um sentimento que ele aprendeu na vida: o medo. O tesouro ao qual me refiro é meu pai, João Batista dos  Santos, 71 anos. Um homem que viveu em meio a muitas dificuldades. Faltaram a ele condições básicas de vida, mas nunca a honestidade, justiça e um hábito, que felizmente lhe é comum e mais intenso hoje: a ressignificação das coisas. Sem poderes de super-herói, ele tem um sábio jeito de olhar para a pior situação da vida e tirar algo bom.


É com ele que tenho aprendido mais e mais sobre os tombos e vitórias da vida. Dizem que domingo será seu dia, mas será mesmo? Para mim, um dia inteiro de homenagens e reflexão é desnecessário, afinal ele precisa apenas de um segundo para absorver a mensagem boa que a vida lhe apresenta. Obrigada por me permitir ser sua filha. Aqui vai um agradecimento cheio do mais sincero amor à minha mãe, Paula, e aos meus irmãos, sobrinhos, amigos, cachorro, gato.kkkkkk

domingo, 26 de junho de 2016

Hoje vou deixar que a criatividade fale por mim

Oi gente, tudo bem? Bom..... diferentemente de outras vezes,hoje vou deixar que objetos sem validade somados ao amor e as ideias de decoração falem por mim. Bonito ou não, eu digo que é algo viciante, aquelas atitudes que alimentam a alma e fazem você colocar em prática diariamente a pureza da vida. Aprontei algumas coisitas  para nossa casa. Queria a opinião de vocês.  Abaixo e na ordem: panela "antes enferrujada" com arranjo de flores, luminária de graveto, caixote que encontrei na rua com técnica de pátina, suporte para  chaleira de papai comprada na feira da barganha e com arranjo de flores, caixotes no espaço de festa para colocação de utensílios e caixotes com resto de corda sisal, usados como armário no banheiro. Por último, a minha xodó: luminária de filtro de café e suporte de ferro.