segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Tirania do momento

O que seria tirania?
Bom, essa palavra está entre nós a todo o momento, e, não necessariamente, ela parte de outras pessoas. Somos nossos próprios tiranos. 
Esses dias conversando com um amigão, ele me disse que quer se policiar para não errar. Outro amigo me disse que não somos livres e uma amiga me ensinou que a vida exige posturas distintas em diferentes lugares. 
Tirania do momento é parecer ser feliz; parecer ser rico; parecer ser importante. Esses são apenas alguns conceitos da tirania. 
O namorado que a vida me deu de presente disse certa vez a mim: as pessoas não querem mais ser ou ter, basta parecer. E basta parecer, porque tudo é momento. A tirania do momento diz que hoje é bacana frequentar tais grupos, falar de tais assuntos e assistir tais séries, novelas, estar em algumas comunidades. Amanhã já não deverá ser mais isso. 
A tirania muda na mesma velocidade que as tecnologias, e essas, diga-se de passagem, "envelhecem bem antes de se estabelecer, diz Zygmunt Bauman no livro "A cegueira moral". 


No meio dessa roda gigante, há uma embreagem. Cabe a nós sermos ela, ou pacientes sentados nas cadeirinhas que sobem e descem ao som mais perfeito já ouvido: a vida. 
Sou a última a saber algo da vida, apenas sei que ela é frágil, não tem formato, nem tempo, surge ao nosso primeiro sopro de respiração e se acaba quando emitimos o último sopro. Fazer dessa dramaturgia nossa mais linda ação não pode ser simplesmente uma tirania do momento. 
Que tal adotarmos a tirania por muito tempo? Sejamos tiranos de nós mesmos, puxemos nossos próprios tapetes, sabotemos-nos para o bem quando a "bendita" preguiça aparecer e, por último, olhemos a morte como um brinde carregado de beleza. Afinal, é ela que nos mostra que não somos imortais, que nos diz que devemos pensar o que pensar em nossos  pensamentos e nos pede para tirarmos de nós a acomodação. 
Enfim, que mudemos na mesma perfeição que muda o universo. Tudo nasce, cresce, morre e se transforma. Enquanto passa por essas fases, o gigante infinito ensina!! 
Então, que sejamos professores e alunos da vida e que "puxemos o tapete" da tirania do momento.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

PAI -Parceiro, Amigo, infinito

Há quem diga que ele é bravo, há quem diga que ele é um ser indomável. Em casa, meus quatro irmãos e eu o temíamos muito pela sua braveza incessante.  

 O contexto eram a década de 80 e início dos anos 90, inflação em alta, bocas famintas em busca de um arroz e um feijão, que, diga-se de passagem,  em um dia custavam dez, no dia seguinte, vinte Cruzeiros, Cruzados ou sei lá qual moeda era antes do nosso desvalorizado Real. Mas, enfim, aqui estou eu para falar de um homem que, em muitos casos, se confundiu com a figura de filho, pois também precisava aprender com a vida e com nossa mãe.


A vida passou, a gente cresceu e ele sem renascer, se fez outro homem. A vida o ensinou, o tombou e o amadureceu. Foi preciso muita reflexão sobre tudo para ele entender que o hoje é o mais importante. Aquele abraço que antes era frio, hoje é um abraço fofo e cheio de alma. É uma delícia afundar naquela barriguinha fofinha e sentir que seu coração bate por nós de um jeito tão sincero e autêntico.


Foi preciso o tempo para ele me revelar que a revolta do passado  em nada tinha a ver conosco, filhos. Mas sim com a falta de jeito para lidar com um sentimento que ele aprendeu na vida: o medo. O tesouro ao qual me refiro é meu pai, João Batista dos  Santos, 71 anos. Um homem que viveu em meio a muitas dificuldades. Faltaram a ele condições básicas de vida, mas nunca a honestidade, justiça e um hábito, que felizmente lhe é comum e mais intenso hoje: a ressignificação das coisas. Sem poderes de super-herói, ele tem um sábio jeito de olhar para a pior situação da vida e tirar algo bom.


É com ele que tenho aprendido mais e mais sobre os tombos e vitórias da vida. Dizem que domingo será seu dia, mas será mesmo? Para mim, um dia inteiro de homenagens e reflexão é desnecessário, afinal ele precisa apenas de um segundo para absorver a mensagem boa que a vida lhe apresenta. Obrigada por me permitir ser sua filha. Aqui vai um agradecimento cheio do mais sincero amor à minha mãe, Paula, e aos meus irmãos, sobrinhos, amigos, cachorro, gato.kkkkkk

domingo, 26 de junho de 2016

Hoje vou deixar que a criatividade fale por mim

Oi gente, tudo bem? Bom..... diferentemente de outras vezes,hoje vou deixar que objetos sem validade somados ao amor e as ideias de decoração falem por mim. Bonito ou não, eu digo que é algo viciante, aquelas atitudes que alimentam a alma e fazem você colocar em prática diariamente a pureza da vida. Aprontei algumas coisitas  para nossa casa. Queria a opinião de vocês.  Abaixo e na ordem: panela "antes enferrujada" com arranjo de flores, luminária de graveto, caixote que encontrei na rua com técnica de pátina, suporte para  chaleira de papai comprada na feira da barganha e com arranjo de flores, caixotes no espaço de festa para colocação de utensílios e caixotes com resto de corda sisal, usados como armário no banheiro. Por último, a minha xodó: luminária de filtro de café e suporte de ferro.

                 



quarta-feira, 25 de maio de 2016

Vida

                             

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.

Autoria: Augusto Branco

domingo, 8 de maio de 2016

Você em meu blog!

 Ao invés de Meio Ambiente, Total Ambiente

Soube há algum tempo que meio ambiente é tudo. É, inclusive, ouvir a opinião de pessoas amadas sobre o que pensam a respeito do meio ambiente.  Hoje, ouço uma família linda que conheci em Taubaté. Os levo comigo (Diogo e Lúcia). Hoje abro espaço para a opinião de Diogo Vinhas.  Já adianto! Aprendi muito com a crônica abaixo. Grata de verdade pelo ensinamento.                                                    
O QUE É MEIO AMBIENTE PARA VOCÊ?

        Já vou avisando: falou em Meio Ambiente, sou contra!  E antes que você me condene por estar na contramão da modernidade, deixe-me explicar: na minha opinião, em se tratando de Meio Ambiente,  a denominação já começa errada.  Nada de “meio”.  Com relação ao ambiente, tem que ser pleno, total, completo, amplo, irrestrito.  Repito, nada de meio. Floresta meio devastada, rio meio poluído, ar meio contaminado, chuva meio ácida, alimentos meio saudáveis não estão com nada. Nada de “meio”: as florestas devem estar plenamente preservadas, os rios totalmente límpidos, o ar sem nenhum poluente e alimentos imaculadamente sadios. Sem restrições, sem meio termo.
Muito embora alguns acharem que o ideal é o meio termo e outros decidirem pelos extremos, temos o “meio a meio” dominante em vários setores.  Quem já não pediu uma pizza “meia calabresa, meia muzzarela”?  Se formos tomar banho, a água tem que estar morna. Nosso colchão ou nosso sofá não pode ser nem muito macio, nem muito duro. O clima tem que estar temperado - nem frio, nem quente.
Vemos, pois, que nossa vida está sempre em meio a alguma coisa. Na vida somos meio ricos, meio pobres. O dia está meio quente, meio frio. Quanto às nossas decisões, ficamos meio na dúvida, meio na certeza. Enfim, estar ou não estar no meio é sempre uma questão a resolver. Aliás, questão meio difícil (ou seria meio fácil?). Extremos, embora necessário em algumas circunstâncias, nos deixam meio que mal colocados.
Devemos sim, preservar o “Total Ambiente”. Transformar nosso mundo em um planeta plenamente habitável. Cuidar, com zelo pleno e total, para que tudo se resolva satisfatoriamente. Sem meias desculpas, sem meias soluções, sem meias vontade, sem meias palavras.
Num Brasil de hoje, com tantos políticos e governantes meio honestos (hahaha), com tanto profissionais meio experientes, com artistas meio canastrões, religiosos meio descrentes, alunos meio analfabetos, necessário se faz incentivar cabeças plenas de conhecimento e sabedoria, lideranças preocupadas em lutar pelo bem comum, cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.
Não sei se esta crônica ficou meio curta ou meio longa. Poderia ter reduzido um pouco ou me estendido mais. Olha só a situação de meio termo novamente. Antes que eu me perca pelos extremos ou me contradiga pelos meios, é melhor encerrar este meu pensamento.
Reforço: não vamos lutar pelo Meio Ambiente.  Vamos lutar pelo Total Ambiente.  Estou meio certo ou estou meio errado?  Você decide. Mereço dez ou mereço zero?  Como?  Ficamos no meio?  Cinco está de bom tamanho então, bem... pelo que escrevi acima, sejamos coerentes: ou dez ou zero.  Aguardo sua nota.  Até mais (ou menos!)
Diogo Vinhas - Maio/2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Amor peludo! Mas como pode?

A primeira vez que tive noção do que era amor, foi lá pelo ano de 2006, três anos de namoro, quando disse pela primeira vez "Eu te amo". 
De lá para cá, não que banalizei o que é o amor, mas é que quando sinto que vale a pena e algo em mim bate forte, digo "Eu te Amo". Não é que depois de dito eu crie um contrato no qual esteja constado que tenho de dizer uma vez por dia as três palavrinhas mágicas. Mas confesso que é tão bom. Quando você experimenta o amor, não quer largar. Ele te faz rir, te traz equilíbrio. 
É uma droga que deveria vender em farmácia. 
Pensando bem, que graça teria se pudéssemos comprar? Talvez soubéssemos a hora de tomar uma dose de amor para aliviar uma mágoa. 
Bom... não quero me estender, mas  apenas registrar a sensação do amor pleno. 
Melhora a pele, dá leveza e faz dessa nossa vida o palco da melhor peça teatral que iremos atuar. 
Tem amigo que a gente ama e ainda não disse. Tem irmãos que a vida nos dá que não são de sangue, mas que passam a fazer parte da nossa família. 
Tenho a dádiva de ter amores também em meu lar, pais de diamante, irmãos de ouro e sobrinhos de prata (rsrsrs). 
Por falar em amor, uns pimpolhinhos peludos que apareceram em minha vida fizeram-me reencontrar com um amor inocente. São 6 filhotes Pastores da Mantiqueira da primeira cria do nosso casal, Crux e Cadena. 
Anjos peludos de cores variadas que são a pura alegria. Nem sabia que amor tinha forma, neste caso são gordinhos, fofos de pelo macio. Passaram rápido pela nossa vida, apenas 45 dias, mas foram intensos. Intensos de amor, coco e xixi. Jesus!!!!! Seguem as fotinhas desses anjos tamanho PP. Cachorro, Eu te amo!!!